CAFÉ: O QUE É TÃO IMPORTANTE QUANTO O GRÃO?

Humano ou mecanizado, é sobre o preparo que a gente vai conversar.

Fazer café, para muita gente, é um verdadeiro ritual. Do velho (e bom!) coador de pano às modernas e mais caras cafeteiras, o processo adotado tem tudo a ver com o resultado final: o sabor.

E não dá para a gente subestimar aqui os processos mais simples, pois todo mundo sabe que gosto não se discute. Além do mais, que atire a primeira pedra quem não solta um “hmm” quando sente um cheirinho de café passado ao caminhar pela rua, por exemplo.

Voltando aos processos, cada um prepara o seu café como gosta. E, logicamente, essa escolha vai ao encontro do sabor que o paladar espera receber. Ou seja, quem tem sede de um sabor mais suave vai, com certeza, optar pelos processos mais comuns (dos cafés passados). Agora, para quem tem sede de sabores mais intensos, sobram no mercado opções de maquinários para esses fins.

Certamente, estas duas dicas valem para todos os processos:

  1. use água filtrada ou mineral, pois o cloro, além de nocivo, altera o sabor;
  2. use 10 g de café (uma colher de sopa) para cada 100 ml de água (uma xícara).

Portanto, se você ama café, vai amar também conferir o elenco que a gente reuniu para exemplificar diversas formas de preparar aquele amado cafezinho. É muito amor mesmo!

Então, fique à vontade para pegar uma xícara e conhecer o nosso elenco.

CAFÉ PASSADO

Aqui, a gente vai falar sobre o café passado manualmente, cujo suporte usado para isso varia entre o mais antigo de arame, os de plástico, de vidro, inox e por aí vai. Mas, como o suporte em si não altera o sabor, a gente pula para falar sobre os filtros usados nesse processo, que podem ser de pano (sustentados pelo arame), de papel e de titânio. Vamos ver cada um deles?

O coador de pano é um verdadeiro clássico que, como tal, resiste ao tempo. Baristas explicam que os óleos essenciais do grão não ficam totalmente retidos no filtro por conta da trama do tecido. Como resultado, tem-se um café mais encorpado, oleoso e, portanto, mais saboroso. Para isso, quando novo, a dica é: mergulhe o filtro em uma panela com água e pó de café, já fervidos, para tirar o gosto de pano e deixá-lo curtido. Além disso, depois de usar, é importante lavar esse coador somente com água. Por fim, ele deverá ser trocado todos os meses.

Já o prático e super conhecido filtro de papel não é tão apreciado pelos especialistas, justamente por absorver os óleos essenciais. Dessa forma, o resultado final é um café mais brilhante, não tão rico em sabor nem aroma. Para melhorar um pouco esse resultado, veja a seguinte dica: dobre as bordinhas do filtro e, antes de colocar o pó nele, despeje um pouco da água já quente no coador para garantir que as prováveis impurezas ali presentes não interfiram no sabor.

Finalmente, o coador de titânio, que não é tão conhecido. Ele tem o mesmo formato de um suporte para filtro de papel, mas já é o próprio filtro. O bom é que ele não altera o sabor e ainda mantém a temperatura ideal durante o processo para o consumo da bebida bem quentinha. Se a presença dos óleos essenciais do grão é importante para você, saiba que esse tipo de coador é recomendado por baristas porque, ao contrário do papel, a malha metálica bem fina não os absorve.

Para fechar, saiba que a água não deve chegar a ferver. Quando as primeiras bolinhas começarem a surgir, é hora de passar o seu cafezinho. Despeje-a do centro para as bordas e não mexa.

CAFETEIRA ELÉTRICA

Não faz muito tempo que ter uma maquininha elétrica de café era símbolo de status. Agora, ela se tornou bem popular. Reconhecidamente prática, a cafeteira elétrica faz praticamente sozinha o nosso café passado de cada dia. Basta você prepará-la para isso e esperar. A maioria dos modelos usa filtro de papel, mas já existem outros com filtro de titânio.

CAFETEIRA DE ESPRESSO

Para os paladares que esperam por uma bebida mais concentrada e de sabor intenso, ela é ideal, prática e prepara o café em porções individuais. A água passa pelo pó em alta pressão e extrai o máximo de aromas e óleos. Por isso, o resultado é uma bebida mais complexa. Há modelos para café em pó e outros que moem os grãos.

CAFETEIRA ITALIANA

Ela é encantadora, promove uma experiência sofisticada e, ao contrário do que muitos pensam, é superfácil de usar. Na base, a gente coloca a água, e o pó do café fica no outro compartimento. Tudo preparado, é só levá-la ao fogo baixo e esperar. A água sobe pelo tubo central, passa pelo café e chega à parte superior. Não precisa de mais nada. O resultado é um sabor muito similar ao da máquina de café espresso. Ou seja, ela é ideal para os paladares que desejam sentir sabores mais intensos.

CAFETEIRA FRANCESA

Ela é bem conhecida no Brasil como prensa francesa. O pó usado pode ser aquele que a gente encontra no mercado, mas, para os mais exigentes, o ideal mesmo é um café com moagem grossa. Antes de tudo, é importante escaldar a jarra com a água quente para garantir uma bebida quentinha. Depois, é só colocar juntos a água e o café, mexer bem, fechar a tampa e esperar por quatro minutos em infusão. Daí, sim, a prensa entra em ação. Pressione o êmbolo até o final e pronto!

CAFETEIRA AEROPRESS

É um método de café coado, mas com pressão, e isso faz com tenhamos extraídas as melhores características do grão em condições ideais de temperatura e com filtragem rápida. Ela promove um belo mix de experiências sensoriais e, para ajudar, é simples de usar e limpar. Então, se você quer provar um café surpreendentemente delicioso, sem amargura e com baixa acidez, essa é a melhor opção para isso.

CAFETEIRAS DE CÁPSULAS

Bonitas, práticas e versáteis, tudo indica que elas vieram para ficar. Se você ama o mundo dos cafés, adora provar novos sabores e vive na correria, essa é uma ótima escolha. Sem contar que há máquinas que preparam outras bebidas, além do café, como achocolatados e chás. Depois de escolhida a cápsula, são apenas alguns segundos de espera para você apreciar a sua bebida. E se você não sabe qual escolher, vale uma boa pesquisa (a gente pode ajudar você nisso), pois sobram no mercado opções a preços acessíveis, tanto da máquina quanto das cápsulas. Você vai amar a ideia de variar sabores e aromas todos os dias.

CAFETEIRA TURCA

Quem nunca ouviu falar sobre cafeomancia? Trata-se de ler o futuro na borra do café turco, também conhecido como café marroquino. Por isso, além de um modo de preparo delicioso, ele tem um lado místico. Para fazer, a gente coloca a água, especiarias (cardamomo, canela, anis estrelado são bem-vindos) e açúcar, depois, leva a panelinha (ibrik é nome dela) ao fogo até ferver. Em seguida, entra o pó do café, que deve ser de moagem bem fina. É preciso mexer, ferver de novo, deixar descansar e voltar a ferver por mais duas vezes. Aí, sim, o seu café turco está pronto para beber. Há quem tire a espuma antes de consumir, mas também tem quem diga que ela é a parte mais valiosa da bebida. E sobre o futuro? A gente conversa sobre isso num próximo post, ok?

CAFETEIRA GLOBINHO

Ela parece que saiu de um laboratório científico, mas, mesmo com um design esquisito para alguns, a cafeteira globinho, que surgiu no século XIX, prepara um café do bom mesmo, suave, diferente e bem quentinho, por conta da chama que fica na parte inferior dela. O pó do café, que deve ser de moagem grossa, é colocado na parte superior. A água, que fica no globo inferior, ferve e sobe para a parte de cima, misturando-se ao café. Quando a chama é apagada, o globo inferior resfria. Isso faz com que o café seja puxado e, ao mesmo tempo, filtrado, indo para baixo. O resultado parece mágico: uma bebida limpa, doce e sem amargor. Diferente, né?

 

Então, se você gostou do nosso elenco e quer provar o sabor de novas maneiras de fazer café, mas não sabe aonde ir, vem para o Café Cultura!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *